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Sergio Cabral Peres
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sexta-feira, 19 de março de 2010
Sobre a retirada dos símbolos religiosos das repartições públicas
Em 04 de agosto de 2009 o Ministério Público Federal de São Paulo ajuizou ação pedindo a retirada dos símbolos religiosas das repartições publicas.
Pois bem, veja o que diz o Frade Demetrius dos Santos Silva sobre a recomendação ministerial:
“Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas…
Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião.
A Cruz deve ser retirada!
Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas;
Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte;
Não quero ver, também, a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados;
Não quero ver, muito menos, a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento;
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças das misérias e sofrimentos dos pequenos; dos pobres e dos menos favorecidos”.
Frade Demetrius dos Santos Silva * São Paulo/SP
Pois bem, veja o que diz o Frade Demetrius dos Santos Silva sobre a recomendação ministerial:
“Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas…
Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião.
A Cruz deve ser retirada!
Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas;
Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte;
Não quero ver, também, a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados;
Não quero ver, muito menos, a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento;
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças das misérias e sofrimentos dos pequenos; dos pobres e dos menos favorecidos”.
Frade Demetrius dos Santos Silva * São Paulo/SP
terça-feira, 16 de março de 2010
Os Sermões de Santo Antônio
Os sermões de Santo Antônio
Segundo os estudiosos, os Sermões Dominicais e Festivos são a única obra autêntica da pena de Frei Antônio e, como toda obra leva o cunho de seu autor, trazem a marca de sua personalidade e espiritualidade. Depois de inúmeros estudos e confrontações de códices e citações, finalmente, no ano de 1979 se publicou a edição crítica dos Sermões, em Latim, graças ao árduo labor dos irmãos franciscanos conventuais Benjamín Costa, Leonardo Frassón e Juan Luisetto, com a colaboração de Pablo Morangón. A obra foi editada pelo Mensageiro de Santo Antônio lá de Pádua, Itália. Desde o começo faz-se necessário um esclarecimento. Os Sermões de Santo Antônio quase nada têm a ver com nossos sermões ou homilias; talvez poderíamos sim defini-los como um manual, um prontuário, um tratado, um conglomerado de mensagens bíblicas..., para que os futuros pregadores os assimilassem, os ruminassem e os enfeitassem para o povo. Os temas centrais são os evangelhos dos domingos e festas. Para desenvolvê-los, recorre ao missal e ao breviário. O missal lhe oferece, além do Evangelho, o oremos e a epístola; o breviário lhe oferece os textos do Antigo Testamento. Frei Antônio era um homem metódico e, utilizando estes textos, pode desencadear uma exposição bíblica de amplo repertório e segura eficácia. O texto sagrado é amiúde explicado segundo os quatro sentidos, que gozavam de grande simpatia entre os escolásticos: o sentido literal, o anagógico (em relação a vida eterna), o alegórico e o moral. Os mais desenvolvidos são o alegórico e o moral. Era a mentalidade da época, à qual Antônio se adaptou muito bem. Antônio tinha o nobre propósito de explicar a Bíblia com a Bíblia. Nada mais justo nem mais proveitoso, porque o melhor intérprete de um texto é outro texto ou o contexto, ou a tradição! Este método ajudava muito a iluminar, ampliar e aprofundar o texto. Naturalmente não faltam maneiras um tanto artificiosas para fazer concordar um texto com outro em razão do nome, do lugar, da etimologia, da história... Para respaldar sua interpretação, o santo recorre à grande fonte patrística; e, muito freqüentes, são as citações de Santo Agostinho, Santo Ambrósio, São Jerônimo, São Gregório, São Bernardo... Igualmente, em temas filosóficos ou morais, recorre a sabedoria da Grécia e de Roma. Para matizar os temas e ampliar horizontes, não deixa, de vez em quando, de recorrer às ciências naturais as quais, apesar de achar-se em seus inícios, constituíam o único acervo científico da época. Em Antônio se pondera um gosto particular pela etimologia que lhe permite, através de interpretações e símbolos, enriquecer seu caudal doutrinal e abrir-se a novas realidades. Seu grande mestre foi Santo Isidoro de Sevilha.
Fins e Temas
Que fins buscava Frei Antônio? No Prólogo de seus Sermões ele mesmo esclarecer isto. O fim remoto, evidentemente, é a glória de Deus e o bem das almas; o fim próximo, a instrução dos irmãos, aos quais queria brindar uma ajuda para sua conduta espiritual e suas atividades ministeriais. Os mesmos fins temos nós ao publicar aqui os escritos do santo: brindar aos leitores material formativo para sua instrução e animação na vida cristã. Nos Sermões aparece com freqüência a palavra "Glossa". O que era? Era uma coleção ordenada e racional de explicações bíblicas e de sentenças dos Santos Padres. Para os mesmos fins exegéticos, Antônio utiliza as famosas "Sentenças" de Pedro Lombardo, que tanta influência tiveram nos grandes mestres do Século XIII: santo Tomás de Aquino, São Boaventura, e o beato João Duns Scoto... Antônio pregava nas igreja e nas praças para os humildes, os simples, os pobres, os marginalizados, os pecadores. Manifesta preferência pelos temas morais: o homem e Deus, a conversão, a reforma da vida, a confissão, o espírito penitencial, o chamado à santidade, as grandes vivências evangélicas, o seguimento do Senhor, o serviço ao próximo, a fraternidade, a solidariedade... Frei Antônio, com sua experiência de teólogo e de santo, abre a todos os seus ouvintes a torrente da misericórdia do Senhor, a ternura do Menino-Deus, os gemidos amorosos do Senhor crucificado, os encantos virginais de Maria e sua maternal proteção, a companhia e o alento da inumerável multidão dos santos... Que metodologia seguiremos? Procuraremos seguir algumas orientações básicas: antes de tudo, fidelidade ao texto; em seguida, claridade de conceitos; e, finalmente, linguagem o mais possível agradável. Se conseguiremos ou não, deixamos a apreciação dos leitores.
Frei João Mamede
Segundo os estudiosos, os Sermões Dominicais e Festivos são a única obra autêntica da pena de Frei Antônio e, como toda obra leva o cunho de seu autor, trazem a marca de sua personalidade e espiritualidade. Depois de inúmeros estudos e confrontações de códices e citações, finalmente, no ano de 1979 se publicou a edição crítica dos Sermões, em Latim, graças ao árduo labor dos irmãos franciscanos conventuais Benjamín Costa, Leonardo Frassón e Juan Luisetto, com a colaboração de Pablo Morangón. A obra foi editada pelo Mensageiro de Santo Antônio lá de Pádua, Itália. Desde o começo faz-se necessário um esclarecimento. Os Sermões de Santo Antônio quase nada têm a ver com nossos sermões ou homilias; talvez poderíamos sim defini-los como um manual, um prontuário, um tratado, um conglomerado de mensagens bíblicas..., para que os futuros pregadores os assimilassem, os ruminassem e os enfeitassem para o povo. Os temas centrais são os evangelhos dos domingos e festas. Para desenvolvê-los, recorre ao missal e ao breviário. O missal lhe oferece, além do Evangelho, o oremos e a epístola; o breviário lhe oferece os textos do Antigo Testamento. Frei Antônio era um homem metódico e, utilizando estes textos, pode desencadear uma exposição bíblica de amplo repertório e segura eficácia. O texto sagrado é amiúde explicado segundo os quatro sentidos, que gozavam de grande simpatia entre os escolásticos: o sentido literal, o anagógico (em relação a vida eterna), o alegórico e o moral. Os mais desenvolvidos são o alegórico e o moral. Era a mentalidade da época, à qual Antônio se adaptou muito bem. Antônio tinha o nobre propósito de explicar a Bíblia com a Bíblia. Nada mais justo nem mais proveitoso, porque o melhor intérprete de um texto é outro texto ou o contexto, ou a tradição! Este método ajudava muito a iluminar, ampliar e aprofundar o texto. Naturalmente não faltam maneiras um tanto artificiosas para fazer concordar um texto com outro em razão do nome, do lugar, da etimologia, da história... Para respaldar sua interpretação, o santo recorre à grande fonte patrística; e, muito freqüentes, são as citações de Santo Agostinho, Santo Ambrósio, São Jerônimo, São Gregório, São Bernardo... Igualmente, em temas filosóficos ou morais, recorre a sabedoria da Grécia e de Roma. Para matizar os temas e ampliar horizontes, não deixa, de vez em quando, de recorrer às ciências naturais as quais, apesar de achar-se em seus inícios, constituíam o único acervo científico da época. Em Antônio se pondera um gosto particular pela etimologia que lhe permite, através de interpretações e símbolos, enriquecer seu caudal doutrinal e abrir-se a novas realidades. Seu grande mestre foi Santo Isidoro de Sevilha.
Fins e Temas
Que fins buscava Frei Antônio? No Prólogo de seus Sermões ele mesmo esclarecer isto. O fim remoto, evidentemente, é a glória de Deus e o bem das almas; o fim próximo, a instrução dos irmãos, aos quais queria brindar uma ajuda para sua conduta espiritual e suas atividades ministeriais. Os mesmos fins temos nós ao publicar aqui os escritos do santo: brindar aos leitores material formativo para sua instrução e animação na vida cristã. Nos Sermões aparece com freqüência a palavra "Glossa". O que era? Era uma coleção ordenada e racional de explicações bíblicas e de sentenças dos Santos Padres. Para os mesmos fins exegéticos, Antônio utiliza as famosas "Sentenças" de Pedro Lombardo, que tanta influência tiveram nos grandes mestres do Século XIII: santo Tomás de Aquino, São Boaventura, e o beato João Duns Scoto... Antônio pregava nas igreja e nas praças para os humildes, os simples, os pobres, os marginalizados, os pecadores. Manifesta preferência pelos temas morais: o homem e Deus, a conversão, a reforma da vida, a confissão, o espírito penitencial, o chamado à santidade, as grandes vivências evangélicas, o seguimento do Senhor, o serviço ao próximo, a fraternidade, a solidariedade... Frei Antônio, com sua experiência de teólogo e de santo, abre a todos os seus ouvintes a torrente da misericórdia do Senhor, a ternura do Menino-Deus, os gemidos amorosos do Senhor crucificado, os encantos virginais de Maria e sua maternal proteção, a companhia e o alento da inumerável multidão dos santos... Que metodologia seguiremos? Procuraremos seguir algumas orientações básicas: antes de tudo, fidelidade ao texto; em seguida, claridade de conceitos; e, finalmente, linguagem o mais possível agradável. Se conseguiremos ou não, deixamos a apreciação dos leitores.
Frei João Mamede
Sermões de Santo Antônio
Prá quem nunca teve acesso, segue abaixo algumas informações sobre nosso Santo Padroeiro, Antônio de Pádua...
Um pouco de biografia
Santo Antônio nasceu em Lisboa (Portugal). Não conhecemos a data exata de seu nascimento. Comumente é colocada no ano de 1195. Porém, tanto os historiadores como os anatomistas que, no ano de 1981, analisaram os restos de seu corpo, antecipam de alguns anos, até 1188, a data do seu nascimento. Na pia batismal recebeu o nome de Fernando, que ele mudou para Antônio quando ingressou na Ordem franciscana.. Antônio, em grego, significa “Flor nova”. Por sua incidência religiosa e social, Antônio foi realmente uma flor nova, de grande beleza e fragrância. Seus Pais, Martín de Alonso e Maria, eram de família nobre e bem arranjada. A casa em que nasceu se achava ao lado da catedral. Freqüentou a escola da catedral, onde não só aprendeu a ler, escrever e fazer contas, mas também iniciou-se nas artes liberais do chamado trívio: gramática, retórica e dialética, e do quadrívio: aritmética, música, geometria e astrologia. Todo o ensino era ministrado em latim, que Antônio chegou a dominar perfeitamente, como também chegou a dominar a cultura humanística de Roma e da Grécia. Nos Sermões, o número de citações e referências a flora e a fauna revelam que Antônio gostava também das ciências naturais. Enquanto Antônio embebia seu espírito na sabedoria humana e cristã, sucediam fatos de grande ressonância política e religiosa. As batalhas de Navas (1212) e de Alcázar de Sal (1217) liberavam a Espanha e Portugal do domínio muçulmano. No ano de 1215, realizou-se em Roma o Concílio Lateranense IV, cujas duas finalidades principais eram a reforma da Igreja e a libertação do Santo Sepulcro. A pujante juventude de Antônio, adornada com dons intelectuais e morais, lhe prometia uma boa colheita de louros amorosos e profissionais. Porém, justamente quando se lhe ofereciam de bandeja todos os atrativos mundanos, sentiu em seu interior o chamado para uma entrega plena e generosa ao Senhor. Bateu às portas do mosteiro agostiniano de São Vicente, nas cercanias de Lisboa; porém, ao ver-se assediado por freqüentes visitas de familiares e amigos, pediu transferência para o mosteiro de Santa Cruz, de Coimbra, que era um prestigioso centro de espiritualidade e de cultura, de nível universitário. Ali Antônio pode freqüentar toda a cultura filosófica e teológica da época; sobretudo, se aprofundou na espiritualidade e no contato diário com a Sagrada Escritura e a Patrística. Acerca de sua cultura bíblica, todos os testemunhos o elogiam. Com sua poderosa inteligência, Antônio podia extrair o sentido pleno do texto sagrado, com sua memória tenaz podia recordá-lo, citando, quando queria, livro e capítulo, e com sua capacidade de síntese, conciliá-lo com muitos aspectos da mensagem cristã. Era tão grande a admiração que os contemporâneos tinham pelo conhecimento e da paixão pela Bíblia de Antônio que costumavam dizer que, se se perdessem todos os livros da Sagrada Escritura, teria bastado a memória do Santo para reescrevê-los. Antônio esperava encontrar em Coimbra um mosteiro que fosse um ninho de fraternidade, um oásis de paz e um estímulo para o apostolado; em vez disso, encontrou-se em meio a situações muito turbulentas. As intromissões do rei, que gozava do direito de patronato, e uma série de desordens e de indisciplinas criaram-lhe não poucas tensões. Parece que Antônio, tanto por seu caráter como para dar conta de seus estudos prediletos, se manteve a margem dessas decadências humanas.
Na esteira do Poverello
No ano de 1219 chegaram a Coimbra cinco irmãos franciscanos que dirigiam-se ao Marrocos como missionários. Antônio, como hospedeiro, os acolheu e desde o começo se sentiu tocado pelo exemplo de humildade e pobreza que viu neles. Em 29 de janeiro de 1220, os cinco franciscanos sofreram o martírio e seus despojos foram trazidos, como relíquias, ao mosteiro de Santa Cruz, onde receberam honras solenes. Os ideais missionários e o sangue desses cinco franciscanos foram um chamado profundo ou, melhor, uma inspiração, para Antônio, o qual, desejoso de imitá-los, solicitou permissão para deixar os agostinianos e passar para os franciscanos. Na Ordem Franciscana chegou a ser ministro provincial e também foi o primeiro professor de teologia.
Frei João Mamede
Um pouco de biografia
Santo Antônio nasceu em Lisboa (Portugal). Não conhecemos a data exata de seu nascimento. Comumente é colocada no ano de 1195. Porém, tanto os historiadores como os anatomistas que, no ano de 1981, analisaram os restos de seu corpo, antecipam de alguns anos, até 1188, a data do seu nascimento. Na pia batismal recebeu o nome de Fernando, que ele mudou para Antônio quando ingressou na Ordem franciscana.. Antônio, em grego, significa “Flor nova”. Por sua incidência religiosa e social, Antônio foi realmente uma flor nova, de grande beleza e fragrância. Seus Pais, Martín de Alonso e Maria, eram de família nobre e bem arranjada. A casa em que nasceu se achava ao lado da catedral. Freqüentou a escola da catedral, onde não só aprendeu a ler, escrever e fazer contas, mas também iniciou-se nas artes liberais do chamado trívio: gramática, retórica e dialética, e do quadrívio: aritmética, música, geometria e astrologia. Todo o ensino era ministrado em latim, que Antônio chegou a dominar perfeitamente, como também chegou a dominar a cultura humanística de Roma e da Grécia. Nos Sermões, o número de citações e referências a flora e a fauna revelam que Antônio gostava também das ciências naturais. Enquanto Antônio embebia seu espírito na sabedoria humana e cristã, sucediam fatos de grande ressonância política e religiosa. As batalhas de Navas (1212) e de Alcázar de Sal (1217) liberavam a Espanha e Portugal do domínio muçulmano. No ano de 1215, realizou-se em Roma o Concílio Lateranense IV, cujas duas finalidades principais eram a reforma da Igreja e a libertação do Santo Sepulcro. A pujante juventude de Antônio, adornada com dons intelectuais e morais, lhe prometia uma boa colheita de louros amorosos e profissionais. Porém, justamente quando se lhe ofereciam de bandeja todos os atrativos mundanos, sentiu em seu interior o chamado para uma entrega plena e generosa ao Senhor. Bateu às portas do mosteiro agostiniano de São Vicente, nas cercanias de Lisboa; porém, ao ver-se assediado por freqüentes visitas de familiares e amigos, pediu transferência para o mosteiro de Santa Cruz, de Coimbra, que era um prestigioso centro de espiritualidade e de cultura, de nível universitário. Ali Antônio pode freqüentar toda a cultura filosófica e teológica da época; sobretudo, se aprofundou na espiritualidade e no contato diário com a Sagrada Escritura e a Patrística. Acerca de sua cultura bíblica, todos os testemunhos o elogiam. Com sua poderosa inteligência, Antônio podia extrair o sentido pleno do texto sagrado, com sua memória tenaz podia recordá-lo, citando, quando queria, livro e capítulo, e com sua capacidade de síntese, conciliá-lo com muitos aspectos da mensagem cristã. Era tão grande a admiração que os contemporâneos tinham pelo conhecimento e da paixão pela Bíblia de Antônio que costumavam dizer que, se se perdessem todos os livros da Sagrada Escritura, teria bastado a memória do Santo para reescrevê-los. Antônio esperava encontrar em Coimbra um mosteiro que fosse um ninho de fraternidade, um oásis de paz e um estímulo para o apostolado; em vez disso, encontrou-se em meio a situações muito turbulentas. As intromissões do rei, que gozava do direito de patronato, e uma série de desordens e de indisciplinas criaram-lhe não poucas tensões. Parece que Antônio, tanto por seu caráter como para dar conta de seus estudos prediletos, se manteve a margem dessas decadências humanas.
Na esteira do Poverello
No ano de 1219 chegaram a Coimbra cinco irmãos franciscanos que dirigiam-se ao Marrocos como missionários. Antônio, como hospedeiro, os acolheu e desde o começo se sentiu tocado pelo exemplo de humildade e pobreza que viu neles. Em 29 de janeiro de 1220, os cinco franciscanos sofreram o martírio e seus despojos foram trazidos, como relíquias, ao mosteiro de Santa Cruz, onde receberam honras solenes. Os ideais missionários e o sangue desses cinco franciscanos foram um chamado profundo ou, melhor, uma inspiração, para Antônio, o qual, desejoso de imitá-los, solicitou permissão para deixar os agostinianos e passar para os franciscanos. Na Ordem Franciscana chegou a ser ministro provincial e também foi o primeiro professor de teologia.
Frei João Mamede
quarta-feira, 10 de março de 2010
O começo de uma nova caminhada...
Esse mundo digital é um desafio...
Maravilhoso, mas trabalhoso...
Vamos rumo ao infinito nos redescobrindo a cada dia...
Quem sabe onde chegaremos?
Mistérios...
Maravilhoso, mas trabalhoso...
Vamos rumo ao infinito nos redescobrindo a cada dia...
Quem sabe onde chegaremos?
Mistérios...
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